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Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Afasia e disartria após lesão neurológica

Comunicação depois de um AVC

Depois de um AVC, a vida da família muda de um dia para o outro. Quem conhecia bem aquela pessoa vê-a agora com dificuldade em dizer o que quer, em perceber o que lhe dizem, ou com a voz e a fala alteradas. E quase sempre é a família que tem de decidir o que fazer a seguir.

Intervenho nesta situação: Todas as idades

O que os pais costumam notar

  • Sabe o que quer dizer, mas não encontra as palavras ou troca-as.
  • Parece não compreender o que lhe dizem, ou só compreende frases curtas.
  • A fala sai arrastada, lenta ou pouco clara, como se a boca não obedecesse.
  • Tem dificuldade em ler, escrever ou fazer contas que antes fazia com facilidade.
  • Fica frustrada, triste ou isola-se por não conseguir comunicar.
  • Engasga-se ou tosse ao comer ou ao beber.
  • A voz está fraca, rouca ou diferente.

Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.

O que se observa depois de uma lesão neurológica

Depois de um AVC, ou de outra lesão neurológica, a comunicação pode ser afetada de formas diferentes. Há situações em que o problema está na linguagem: encontrar palavras, compreender, ler ou escrever. É o que se chama afasia. Noutras, a linguagem está preservada mas a fala é difícil de executar porque os músculos da boca e da respiração respondem de outra forma. É o que se chama disartria. Podem aparecer as duas, e pode também afetar a deglutição.

A pessoa continua a ser a mesma e continua a pensar. Muitas vezes sabe exatamente o que quer dizer e não consegue. Isto é importante para a família: falar com ela como se não percebesse, ou falar por ela, pode agravar a frustração.

Este texto descreve o que se observa. Não diz o que a pessoa tem nem o que esperar do seu caso: isso depende da lesão, da zona do cérebro afetada e do que a equipa clínica avalia.

Primeiro a equipa clínica — e a terapia da fala entra a seguir, em articulação

Depois de um AVC, o acompanhamento médico vem primeiro: o diagnóstico, a estabilização, os exames e a reabilitação decididos pela equipa que segue a pessoa. A terapia da fala nunca substitui este acompanhamento. Entra em articulação com ele.

Sou terapeuta da fala. Não faço o diagnóstico médico nem decido a medicação ou a reabilitação global. O que faço é avaliar a comunicação e a deglutição, trabalhar com a pessoa e com a família, e articular com os profissionais que a acompanham.

O que faz a equipa clínica

Faz o diagnóstico, trata a fase aguda e decide o plano de reabilitação global. Inclui medicina, enfermagem e outras especialidades.

O que faço eu

Avalio a linguagem, a fala e a deglutição, e trabalho essas áreas com a pessoa, em articulação com a equipa clínica.

O que faz a família

Ajuda a manter a comunicação no dia a dia, aplica as estratégias que lhe deixo e diz-me o que observa.

O que faço eu outra vez

Articulo com os restantes profissionais. Quando noto algo que não é da minha área, digo-o e encaminho.

Se a pessoa ainda não teve alta ou está em fase aguda, a equipa clínica decide primeiro. Pode contactar-me para perceber quando e como a terapia da fala se integra, sem pressa e sem substituir ninguém.

Como trabalho esta situação

Começo por conversar com a família e, sempre que possível, com a pessoa. Quero perceber o que aconteceu, o que a equipa clínica já avaliou, o que mudou na comunicação e o que é importante para ela no dia a dia. Só depois avalio a linguagem, a fala e, se for o caso, a deglutição.

O trabalho parte do que faz sentido para aquela pessoa: as palavras, as conversas e as situações da sua vida. Em vez de exercícios sem relação com o dia a dia, procuro usar o que lhe é familiar. Quando a fala não chega, trabalho outras formas de comunicar.

A família é parte do trabalho. Mostro como conversar de forma a ajudar: dar tempo, fazer perguntas de resposta mais simples, não completar as frases por ela. E explico que o cansaço e a frustração são normais, e que não significam que não esteja a ser feito o suficiente.

Faço sessões em casa, nos concelhos de Almada e Seixal, ou online. Duram entre 45 e 60 minutos, semanais ou duas vezes por semana. Não prometo recuperação, nem prazos, nem resultados: a avaliação permite perceber o que se pode esperar no caso concreto, e vou ajustando com a equipa clínica. A família recebe relatório escrito.

A conversa inicial é gratuita

O que acontece nesses primeiros minutos

É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.

O que fazemos

  • Conta-me o que tem observado em casa e na escola.
  • Pergunto o que precisar para perceber o caso.
  • Digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança.
  • Se for, explico os passos seguintes e o que custam.

O que não é

  • Não é um rastreio.
  • Não é uma avaliação.
  • Não é um diagnóstico.
  • Não fica obrigado a nada a seguir.

Marcar conversa inicial gratuita

Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.

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Respondo no mesmo dia ou no dia seguinte. Se preferir, ligue para+351 963 455 408— Chamada para a rede móvel nacional.