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Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Perguntas frequentes

As dúvidas que os pais trazem

Reuni aqui as perguntas que me fazem com mais frequência, e as que as famílias procuram antes sequer de telefonar. Se a sua não estiver aqui, pergunte — respondo.

Quando devo procurar um terapeuta da fala?

Quando a dúvida não passa. Não precisa de ter a certeza de que há um problema, nem de esperar que a escola o diga — perguntar não é exagerar. Costuma fazer sentido procurar quando a criança fala claramente menos do que outras da mesma idade ou não junta palavras; quando só a família a percebe; quando troca ou não diz certos sons; quando repete sílabas ou fica bloqueada a meio das palavras; quando se frustra ou desiste por não conseguir explicar-se; quando lhe está a custar aprender a ler e a escrever; ou quando alguém da escola sugeriu que fosse observada. Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico. Se ficou na dúvida, a primeira conversa é gratuita e é ao telefone: conte-me o que tem visto e digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar.

Que sinais devo observar em cada idade?

Há alguns sinais que vale a pena observar, por idade: não balbuciar aos 12 meses; não dizer palavras aos 18 meses; não juntar duas palavras aos 2 anos; e ser difícil de compreender por quem não é da família aos 3 anos. Nenhum destes sinais é, por si só, um diagnóstico — e cada criança tem o seu ritmo. Mas são motivos suficientes para perguntar, e quanto mais cedo se percebe o que se passa, mais cedo se pode começar a trabalhar.

A primeira conversa é mesmo gratuita?

É, e sem compromisso. São 15 a 20 minutos ao telefone para eu ouvir o que tem observado e dizer-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança. Não é um rastreio nem uma avaliação — nessa conversa ainda não observo a criança. Se fizer sentido avançar, explico-lhe os passos seguintes e o que custam antes de marcar seja o que for.

A consulta pode ser presencial, na escola ou online?

As três. Desloco-me a casa das famílias nos concelhos de Almada e do Seixal; acompanho crianças na própria escola ou jardim de infância, quando a direção autoriza; e faço sessões online para quem está fora destes concelhos ou prefere esse formato. Sou eu que me desloco até à criança.

Para quem são as consultas? Só crianças, ou também adultos?

Para qualquer pessoa com dificuldade em comunicar, de todas as idades. A maior parte do meu trabalho é com crianças, mas acompanho também adolescentes e adultos: alterações da voz, dificuldades em engolir, e perturbações da comunicação após um AVC. Nos casos de atraso de linguagem intervenho até aos 7 anos; nas dificuldades de leitura e escrita, a partir dos 6.

Como decorre o processo de avaliação?

A primeira consulta dura entre 45 e 60 minutos e começa com uma entrevista aos pais. Depois faço a avaliação das competências de fala e de linguagem com a criança. No fim, a família recebe um relatório escrito, para poder partilhá-lo com todos os que acompanham a criança — médico, escola, outros técnicos.

Como decorre o processo de intervenção?

Se a avaliação indicar que há necessidade, seguimos para intervenção individual. As sessões são semanais ou duas vezes por semana, conforme a necessidade da criança e as possibilidades da família. São construídas a partir dos interesses da criança, através de atividades lúdicas.

Onde atende na Margem Sul?

Nos concelhos de Almada e do Seixal, ao domicílio ou na escola da criança — e online, para quem está mais longe. A lista de zonas do Seixal está na página de Amora e Seixal. Se não tiver a certeza de que a sua rua está incluída, diga-me a freguesia e confirmo consigo.

Os pais participam nas sessões?

Sim. Na primeira consulta os pais participam, para a entrevista inicial. Depois participam sempre que isso for benéfico para a criança. Transmito à família as estratégias e as atividades para continuar em casa — é em casa, no dia a dia, que o trabalho da sessão ganha continuidade.

Articula com a escola e com os professores?

Sim, por reunião presencial ou por telefone, conforme a disponibilidade de todos. Quando acompanho a criança na própria escola, essa articulação é ainda mais direta.

Quanto tempo demora o acompanhamento?

Depende da criança, da dificuldade e da regularidade. Após a avaliação explico o que observei e proponho um plano, que vamos revendo. Não é possível prever uma duração antes de avaliar — e desconfie de quem o fizer.

E se o meu filho não colaborar nas sessões?

É comum e faz parte. As sessões são construídas a partir dos interesses da criança, com atividades lúdicas — o trabalho terapêutico acontece dentro da brincadeira, não contra ela.

Quanto custa uma sessão de terapia da fala?

A sessão de terapia custa 35 €. Antes disso há dois passos possíveis: o rastreio, que são 25 € e serve para eu observar a criança e perceber se há motivo para avaliar; e a avaliação completa com relatório escrito, que são 60 €. A primeira conversa ao telefone é gratuita. Passo recibo com enquadramento de despesa de saúde, dedutível em IRS nos termos da lei.

Qual é a diferença entre o rastreio e a avaliação?

O rastreio (25 €) é curto e serve para responder a uma pergunta: há aqui motivo para avaliar? A avaliação (60 €) é o trabalho completo — observo as competências de fala e de linguagem em detalhe e entrego um relatório escrito, que a família pode partilhar com a escola, com o médico e com outros técnicos. Nem toda a criança que faz rastreio precisa de avaliação.

Perguntas de pais

As dúvidas que me trazem à consulta

Estas são perguntas concretas que me fazem, e as minhas respostas. Algumas não têm a resposta que as pessoas esperam.

Quando procurar

A escola diz que o meu filho precisa de terapia da fala e o pediatra diz para esperar. Quem tem razão?

A intervenção precoce é muito importante, por isso o ideal é não esperar. Marque um rastreio inicial — é isso que esclarece se há ou não motivo para intervir, sem ficar dependente de opiniões que divergem.

A educadora diz "ele ainda é pequeno, vai lá chegar". Até quando é razoável esperar?

A intervenção precoce é muito importante. O ideal é não esperar: um rastreio inicial responde a essa dúvida em pouco tempo e sem compromisso.

Escola e apoios

O meu filho já tem apoio na escola. Posso ter terapia particular ao mesmo tempo, ou atrapalha?

O ideal é ter uma terapeuta a intervir.

O relatório serve para pedir apoio educativo ou medidas na escola?

Serve. No relatório estão expostas as dificuldades e as prioridades de intervenção — é isso que fundamenta a necessidade de apoio na escola.

Como funciona o SNIPI e a partir de que idade deixa de se aplicar?

O SNIPI funciona até aos 6 anos, no pré-escolar.

O que os pais costumam perguntar

Ele percebe tudo o que eu digo, só não fala. Isso é tranquilizador ou é sinal de alarme?

É tranquilizador, porque significa que a criança tem capacidade de compreender a linguagem oral.

Em casa falamos duas línguas. Isso atrasa a fala?

Se a criança está a desenvolver a linguagem dentro do esperado, não é por se falarem duas línguas em casa que isso muda. A questão coloca-se quando já existe uma dificuldade na linguagem: aí, a exposição a duas línguas pode interferir no desenvolvimento da compreensão e da expressão, porque a criança pode ter dificuldade em separar as duas línguas e confundi-las. Nesses casos, vale a pena falarmos sobre como organizar as línguas em casa — a solução não passa por deixar de falar a língua da família.

A chupeta ou o biberão estragam a fala? Até quando se podem usar?

Alteram os órgãos orofaciais e, por consequência, a articulação verbal. A chupeta não deverá ultrapassar os 2 anos.

O irmão mais velho fala por ele. Devo impedir?

É importante dar espaço e tempo para que a criança se exprima. Mas o irmão pode ajudar no processo — não é preciso afastá-lo.

Os ecrãs atrasam a linguagem?

Os ecrãs prendem a atenção da criança e limitam a interação com o mundo real. Quando são usados em excesso, são prejudiciais.

Situações concretas

O meu filho fala em casa e não fala na escola. O que é isso?

Muitas vezes é sentir-se mais à vontade em casa e mais tímido na escola — em casa já o compreendem, mesmo sem ter de falar. Mas existem também casos de mutismo seletivo, em que a criança fala apenas em situações específicas.

Fizemos terapia há dois anos e parámos. Vale a pena recomeçar?

Tendo em conta a reavaliação, vale a pena recomeçar se a criança tiver necessidade.

Como sei que está na altura de ter alta?

Se a criança já se expressa de acordo com a sua idade, de forma espontânea e em todos os contextos em que está inserida, é altura de ter alta.

Ficou com alguma dúvida?

Escreva-me a sua pergunta. Ligo-lhe e esclareço — sem custo e sem compromisso.

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