O que faço eu
Avalio a comunicação e a linguagem, trabalho com a pessoa e com a família, e dou estratégias que se usam no dia a dia.
Comunicação na perturbação do espetro do autismo
Muitas famílias chegam a mim sem saber se o que observam é do espetro do autismo, ou já com esse diagnóstico e à procura de apoio na comunicação. Em ambos os casos, a pergunta é a mesma: como ajudar a pessoa a comunicar?
Intervenho nesta situação: Todas as idades
Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.
O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta de formas muito diferentes de pessoa para pessoa. Daí falar-se em "espetro". Há pessoas que não falam, outras que falam muito mas têm dificuldade na conversa e no uso social da linguagem, e muitas situações intermédias.
Em quase todas, a comunicação é uma área em que o apoio faz diferença. Não se trata só de ajudar a pronunciar palavras: trata-se de ajudar a pessoa a perceber para que serve comunicar, a pedir, a recusar, a partilhar e a compreender o que lhe dizem. Quando a fala não está disponível, ou não chega, há outras formas de comunicar que se podem trabalhar.
É importante dizer que este texto descreve o que se observa. Não diz a ninguém se a pessoa está ou não no espetro do autismo. Essa conclusão não pertence a uma consulta isolada nem a um único profissional.
Sou terapeuta da fala. O diagnóstico de autismo não é meu, e eu não o faço sozinha. É feito através de uma avaliação multidisciplinar, que reúne diferentes profissionais, habitualmente com a participação de um médico, e olha para o percurso completo da pessoa. Dizer-lhe o contrário seria desonesto.
O que é meu, e é muito, é a comunicação: avalio como a pessoa compreende, como se exprime, como usa a linguagem com os outros, e como podemos apoiá-la. Esse trabalho pode começar antes de haver um diagnóstico fechado, e continua depois dele.
Avalio a comunicação e a linguagem, trabalho com a pessoa e com a família, e dou estratégias que se usam no dia a dia.
Avalia o desenvolvimento no seu conjunto e faz o diagnóstico, quando é esse o caminho. Costuma incluir medicina do desenvolvimento ou pedopsiquiatria, e psicologia.
Observam no contexto real, aplicam as estratégias e dizem-me o que funciona e o que não funciona.
Articulo com todos. Quando é preciso outro profissional, digo-o e encaminho, e não guardo o caso para mim.
Por isso não precisa de ter um diagnóstico para me contactar, nem de esperar pela avaliação de mais ninguém. Começamos pela comunicação, que é o que eu consigo ver e trabalhar, e a partir daí digo-lhe com franqueza o que falta e quem o faz.
Começo por observar como a pessoa comunica: o que pede, como pede, o que compreende, como reage quando não consegue fazer-se entender. Essa observação faz-se a brincar ou em atividades de que goste, com a família presente e, sempre que possível, no ambiente em que vive.
O trabalho parte dos interesses da pessoa e da motivação para comunicar. Conforme o caso, pode passar por palavras, por gestos, por imagens ou por outros apoios à comunicação. O objetivo é que tenha formas de se fazer entender, e não que fale de determinada maneira.
A família é parte do processo desde a primeira consulta. Explico o que estamos a trabalhar e dou estratégias concretas para usar em casa, porque é aí, e na escola, que a comunicação acontece mais vezes.
Faço sessões em casa e na escola, nos concelhos de Almada e Seixal, ou online. Duram entre 45 e 60 minutos, semanais ou duas vezes por semana. Articulo com a escola por reunião ou por telefone e com os outros profissionais que acompanhem o caso. A família recebe relatório escrito. Não prometo prazos nem resultados: a avaliação permite perceber o que se pode esperar em cada caso.
A conversa inicial é gratuita
É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.
Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.
Entro em contacto consigo no mesmo dia ou no dia seguinte, para o número que indicou.
Não consegui enviar o seu pedido. Ligue-me para+351 963 455 408 (Chamada para a rede móvel nacional) ou escreva parageral@terapeutadafalaandreiacaeiro.pt — respondo na mesma.