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Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Comunicação na perturbação do espetro do autismo

Comunicação no espetro do autismo

Muitas famílias chegam a mim sem saber se o que observam é do espetro do autismo, ou já com esse diagnóstico e à procura de apoio na comunicação. Em ambos os casos, a pergunta é a mesma: como ajudar a pessoa a comunicar?

Intervenho nesta situação: Todas as idades

O que os pais costumam notar

  • Não responde, ou parece não ouvir, quando é chamada pelo nome.
  • Fala pouco, ou ainda não fala.
  • Repete frases que ouviu (de desenhos animados, de adultos) sem que pareçam ter relação com o momento.
  • Tem dificuldade em manter uma conversa, em esperar a vez ou em perceber o que o outro quer dizer.
  • Interpreta à letra expressões como "está a chover a cântaros".
  • Aponta pouco, ou não mostra objetos aos outros para partilhar o interesse.
  • Comunica com puxões, gritos ou choro porque não encontra outra forma de pedir.
  • Os interesses são muito intensos ou as rotinas são difíceis de alterar.

Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.

O que é a comunicação no espetro do autismo

O autismo é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta de formas muito diferentes de pessoa para pessoa. Daí falar-se em "espetro". Há pessoas que não falam, outras que falam muito mas têm dificuldade na conversa e no uso social da linguagem, e muitas situações intermédias.

Em quase todas, a comunicação é uma área em que o apoio faz diferença. Não se trata só de ajudar a pronunciar palavras: trata-se de ajudar a pessoa a perceber para que serve comunicar, a pedir, a recusar, a partilhar e a compreender o que lhe dizem. Quando a fala não está disponível, ou não chega, há outras formas de comunicar que se podem trabalhar.

É importante dizer que este texto descreve o que se observa. Não diz a ninguém se a pessoa está ou não no espetro do autismo. Essa conclusão não pertence a uma consulta isolada nem a um único profissional.

O diagnóstico é de uma equipa — e eu não fecho a porta a ninguém

Sou terapeuta da fala. O diagnóstico de autismo não é meu, e eu não o faço sozinha. É feito através de uma avaliação multidisciplinar, que reúne diferentes profissionais, habitualmente com a participação de um médico, e olha para o percurso completo da pessoa. Dizer-lhe o contrário seria desonesto.

O que é meu, e é muito, é a comunicação: avalio como a pessoa compreende, como se exprime, como usa a linguagem com os outros, e como podemos apoiá-la. Esse trabalho pode começar antes de haver um diagnóstico fechado, e continua depois dele.

O que faço eu

Avalio a comunicação e a linguagem, trabalho com a pessoa e com a família, e dou estratégias que se usam no dia a dia.

O que faz a equipa multidisciplinar

Avalia o desenvolvimento no seu conjunto e faz o diagnóstico, quando é esse o caminho. Costuma incluir medicina do desenvolvimento ou pedopsiquiatria, e psicologia.

O que fazem a escola e a família

Observam no contexto real, aplicam as estratégias e dizem-me o que funciona e o que não funciona.

O que faço eu outra vez

Articulo com todos. Quando é preciso outro profissional, digo-o e encaminho, e não guardo o caso para mim.

Por isso não precisa de ter um diagnóstico para me contactar, nem de esperar pela avaliação de mais ninguém. Começamos pela comunicação, que é o que eu consigo ver e trabalhar, e a partir daí digo-lhe com franqueza o que falta e quem o faz.

Como trabalho esta situação

Começo por observar como a pessoa comunica: o que pede, como pede, o que compreende, como reage quando não consegue fazer-se entender. Essa observação faz-se a brincar ou em atividades de que goste, com a família presente e, sempre que possível, no ambiente em que vive.

O trabalho parte dos interesses da pessoa e da motivação para comunicar. Conforme o caso, pode passar por palavras, por gestos, por imagens ou por outros apoios à comunicação. O objetivo é que tenha formas de se fazer entender, e não que fale de determinada maneira.

A família é parte do processo desde a primeira consulta. Explico o que estamos a trabalhar e dou estratégias concretas para usar em casa, porque é aí, e na escola, que a comunicação acontece mais vezes.

Faço sessões em casa e na escola, nos concelhos de Almada e Seixal, ou online. Duram entre 45 e 60 minutos, semanais ou duas vezes por semana. Articulo com a escola por reunião ou por telefone e com os outros profissionais que acompanhem o caso. A família recebe relatório escrito. Não prometo prazos nem resultados: a avaliação permite perceber o que se pode esperar em cada caso.

A conversa inicial é gratuita

O que acontece nesses primeiros minutos

É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.

O que fazemos

  • Conta-me o que tem observado em casa e na escola.
  • Pergunto o que precisar para perceber o caso.
  • Digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança.
  • Se for, explico os passos seguintes e o que custam.

O que não é

  • Não é um rastreio.
  • Não é uma avaliação.
  • Não é um diagnóstico.
  • Não fica obrigado a nada a seguir.

Marcar conversa inicial gratuita

Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.

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Respondo no mesmo dia ou no dia seguinte. Se preferir, ligue para+351 963 455 408— Chamada para a rede móvel nacional.