Saltar para o conteúdo
Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Dislexia, disortografia e outras dificuldades de literacia

Dificuldades na leitura e na escrita

Estas dificuldades aparecem quase sempre na escola, e muitas vezes depois de a fala já parecer normal. O esforço é visível: a criança demora, cansa-se, evita — e começa a achar que é "burra", o que nunca é verdade.

Intervenho nesta situação: A partir dos 6 anos

O que os pais costumam notar

  • Lê devagar, a soletrar, muito depois dos colegas.
  • Troca, omite ou inverte letras quando escreve.
  • Salta linhas ou perde-se a meio do texto.
  • Evita ler em voz alta, sobretudo à frente da turma.
  • Dá os mesmos erros depois de a regra já ter sido ensinada muitas vezes.
  • Percebe bem a matéria quando lhe é explicada, mas não quando tem de a ler sozinha.
  • Cansa-se ou irrita-se com os trabalhos de casa que envolvem escrita.

Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.

O que são estas dificuldades — e o que não são

Ler e escrever não são competências naturais: constroem-se sobre a linguagem oral que a criança já tem. É por isso que dificuldades na leitura e na escrita são, em muitos casos, dificuldades de linguagem que só se tornam visíveis quando a escola exige o código escrito.

Há uma confusão frequente que vale a pena desfazer. "Trocar as letras" a falar e "trocar as letras" a escrever são coisas diferentes, com causas diferentes e trabalho diferente — e uma criança pode ter uma sem ter a outra.

Dislexia e disortografia são nomes para perfis específicos dentro destas dificuldades. São diagnósticos formais, e um diagnóstico formal não se faz numa consulta nem por um profissional isolado.

Isto trabalha-se em equipa — e eu não fecho a porta a ninguém

Sou terapeuta da fala. O diagnóstico formal de dislexia não é meu, e eu não o faço sozinha — envolve tipicamente avaliação psicológica e a leitura conjunta do percurso escolar da criança. Dizer-lhe o contrário seria desonesto.

O que é meu, e é substancial, é a base linguística em que a leitura e a escrita assentam: a consciência dos sons da língua, o vocabulário, a estrutura das frases, a compreensão do que se lê. Essa parte posso avaliar e posso trabalhar — e muitas vezes é por aí que se começa, antes sequer de haver um diagnóstico fechado.

O que faço eu

Avalio a linguagem oral e escrita, intervenho na base linguística da leitura e da escrita, e dou estratégias à família e à escola.

O que faz a psicologia

A avaliação cognitiva e o diagnóstico formal de dislexia, quando é esse o caminho.

O que faz a escola

Observa no contexto real, aplica as adaptações e acompanha a evolução ao longo do ano.

O que faço eu outra vez

Articulo com todos. Quando é preciso outro profissional, digo-o e encaminho — não guardo o caso para mim.

Por isso não precisa de ter um diagnóstico para me contactar, nem de esperar pela avaliação de mais ninguém. Começamos pelo que eu consigo ver, e a partir daí digo-lhe com franqueza o que falta e quem o faz.

Como trabalho esta situação

Começo pela linguagem oral, mesmo quando a queixa é escrita. Quero perceber o que a criança sabe sobre os sons da língua, que vocabulário tem, como compreende o que ouve — porque é aí que muitas vezes está a raiz.

A intervenção trabalha essa base e, em paralelo, as competências de leitura e escrita propriamente ditas. O trabalho é estruturado, mas não é um treino seco: continua a passar por jogos, por histórias e por material que faça sentido para aquela criança.

Com a escola, articulo por reunião ou por telefone. As adaptações só funcionam se o professor souber o que esperar e o que ajustar — e isso não se consegue por relatório entregue e nunca mais falado.

À família, deixo estratégias para o dia a dia. E deixo também uma ideia que costuma fazer diferença em casa: a criança não está a ser preguiçosa. Está a gastar muito mais energia do que os colegas para fazer a mesma coisa.

A conversa inicial é gratuita

O que acontece nesses primeiros minutos

É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.

O que fazemos

  • Conta-me o que tem observado em casa e na escola.
  • Pergunto o que precisar para perceber o caso.
  • Digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança.
  • Se for, explico os passos seguintes e o que custam.

O que não é

  • Não é um rastreio.
  • Não é uma avaliação.
  • Não é um diagnóstico.
  • Não fica obrigado a nada a seguir.

Marcar conversa inicial gratuita

Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.

Tratamento de dados: ao enviar, os dados acima são tratados por Andreia Caeiro (NIF 232202125), com a finalidade exclusiva de responder a este pedido. Nunca são usados para marketing nem cedidos para fins comerciais. O envio é processado por um serviço externo sediado fora da União Europeia — se preferir evitá-lo, ligue-me ou escreva-me por email. Detalhe em Política de Privacidade.

Respondo no mesmo dia ou no dia seguinte. Se preferir, ligue para+351 963 455 408— Chamada para a rede móvel nacional.