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Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Disfagia (dificuldades de deglutição)

Dificuldades em engolir

Engasgar-se ao comer pode parecer um incómodo, mas não é uma coisa para ir adiando. Quando acontece muitas vezes, merece atenção, e a primeira atenção é médica.

Intervenho nesta situação: Todas as idades

O que os pais costumam notar

  • Engasga-se ou tosse com frequência ao comer ou ao beber.
  • Fica com a voz "molhada" ou gorgolejante depois de engolir.
  • As refeições demoram muito, ou a pessoa evita certos alimentos ou texturas.
  • Fica com comida na boca depois de engolir, ou deixa cair comida e líquidos pela boca.
  • Tem infeções respiratórias repetidas sem outra explicação.
  • A criança recusa muitos alimentos ou só aceita certas texturas.
  • Perde peso ou a família nota que come menos do que devia.

Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.

O que é a disfagia — e porque o médico vem primeiro

Disfagia é o nome que se dá às dificuldades em engolir. Pode afetar a forma como os alimentos e os líquidos passam da boca para o estômago, e pode surgir em crianças e em adultos, por razões muito diferentes.

O engasgamento tem um risco real: quando a comida ou o líquido vão para as vias respiratórias em vez do estômago, podem causar problemas respiratórios. Por isso, qualquer pessoa com dificuldades em engolir deve ser vista por um médico antes de qualquer outra coisa. É o médico que avalia a causa, o estado geral da pessoa e se há necessidade de exames ou de cuidados urgentes.

Não dou conselhos sobre texturas e posições sem essa avaliação prévia. Se a situação for urgente ou grave, o que se faz é procurar ajuda médica de imediato.

Depois dessa avaliação, a terapia da fala pode entrar. Avalia como a pessoa mastiga e engole, e trabalha estratégias para tornar a deglutição mais segura.

A segurança vem primeiro — e a terapia entra em articulação com a equipa clínica

Sou terapeuta da fala. Não faço o diagnóstico médico da causa da disfagia, não decido sozinha que exames são necessários e não substituo o médico. Se há risco, a primeira resposta é clínica.

O que é meu é a avaliação clínica da deglutição e o trabalho sobre ela: como a pessoa mastiga, engole, que texturas e posições são mais seguras, e como a família pode ajudar nas refeições. Faço-o em articulação com o médico e com os outros profissionais que acompanhem o caso.

O que faz o médico

Avalia a causa, decide se são precisos exames ou outros cuidados e acompanha o estado geral.

O que faço eu

Avalio a deglutição, trabalho as estratégias de segurança e o treino da deglutição, e oriento a família.

O que faz a família

Aplica as estratégias nas refeições do dia a dia e diz-me o que observa.

O que faço eu outra vez

Articulo com a equipa clínica. Se durante o trabalho notar sinais de alerta, digo-o e encaminho de imediato.

Se há engasgamentos frequentes e ainda não houve avaliação médica, comece por aí. Pode contactar-me para perceber os passos seguintes, mas não substitui a consulta médica.

Como trabalho esta situação

Começo por perceber a história: desde quando acontece, em que alimentos ou líquidos, o que o médico já viu. Observo a pessoa a comer ou a beber, quando é seguro fazê-lo, e como mastiga e engole.

Com crianças, o trabalho tem muito a ver com a relação com a comida, as texturas e os hábitos à mesa. Trabalho com a família e vamos construindo passos pequenos, sem forçar nem transformar a refeição num conflito.

Com adultos, e em particular quando a disfagia surge depois de uma doença, o trabalho faz-se em articulação com a equipa clínica. As estratégias, as texturas e as posições seguras são decididas em conjunto.

Faço sessões em casa, onde se come de verdade, em Almada e Seixal, ou online quando é adequado. Duram entre 45 e 60 minutos. Não prometo prazos nem resultados: a avaliação permite perceber o que se pode esperar em cada caso. A família recebe relatório escrito.

Situações próximas

Por vezes confundem-se, e por vezes aparecem juntas.

A conversa inicial é gratuita

O que acontece nesses primeiros minutos

É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.

O que fazemos

  • Conta-me o que tem observado em casa e na escola.
  • Pergunto o que precisar para perceber o caso.
  • Digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança.
  • Se for, explico os passos seguintes e o que custam.

O que não é

  • Não é um rastreio.
  • Não é uma avaliação.
  • Não é um diagnóstico.
  • Não fica obrigado a nada a seguir.

Marcar conversa inicial gratuita

Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.

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Respondo no mesmo dia ou no dia seguinte. Se preferir, ligue para+351 963 455 408— Chamada para a rede móvel nacional.