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Andreia CaeiroTerapeuta da Fala

Gaguez (disfluência)

Quando a criança gagueja

A fala da criança parece "tropeçar": repete, prolonga, fica presa. Os pais ficam sem saber se é uma fase, se devem chamar a atenção ou não dizer nada — e a maior parte hesita antes de pedir ajuda, com receio de fazer pior.

Intervenho nesta situação: Todas as idades

O que os pais costumam notar

  • Repete sons, sílabas ou palavras ("ca-ca-carro", "eu eu eu quero").
  • Prolonga sons ("sssssapato").
  • Fica bloqueada, com a boca em posição de falar mas sem o som sair.
  • Faz movimentos ou caretas, ou aperta a cara ou o corpo enquanto tenta falar.
  • Evita certas palavras, substitui-as ou deixa de falar em certas situações.
  • Fica frustrada, envergonhada ou calada depois de gaguejar.
  • A fala varia muito: há dias ou situações melhores e piores.

Nenhuma destas observações é, por si só, um diagnóstico. São motivos suficientes para perguntar — é para isso que serve o rastreio.

O que é a gaguez — e o que ela não é

A gaguez é uma alteração do fluxo da fala: as repetições, prolongamentos e bloqueios surgem em momentos em que a criança sabe o que quer dizer, mas a fala não sai com fluidez. Varia de pessoa para pessoa e de momento para momento, o que é uma das razões pelas quais confunde tanto quem a observa.

Muitas crianças pequenas passam por períodos de repetições enquanto a linguagem se desenvolve. Nem toda a criança que repete palavras tem gaguez, e distinguir uma coisa da outra não se faz à vista desarmada. Faz-se com uma avaliação que olha para o tipo de repetições, para a tensão, para a história e para a forma como a criança reage.

A gaguez não é um problema de inteligência, nem uma questão de nervos, nem culpa de quem educa. Os pais não a causaram, e dizer à criança para "respirar fundo" ou "falar devagar" raramente ajuda. Pode, no entanto, ter um peso emocional: a criança percebe que fala de forma diferente e pode começar a evitar falar.

Por isso a avaliação olha para dois lados: a fala em si e o que a criança sente em relação a ela.

Como trabalho esta situação

Começo por conversar com a família sobre quando a gaguez surgiu, como varia e como a criança reage. Depois, observo a criança a falar em situações diferentes: a brincar, a contar algo, a responder. A avaliação diz-me o que se passa e, com isso, o que faz sentido fazer.

Com crianças mais pequenas, o trabalho passa muito pelos pais: aprendem a conversar de forma que torne a comunicação mais fácil e menos pressionada, e eu acompanho esse processo. Com crianças mais velhas e adultos, trabalho diretamente a fala e a relação com ela, incluindo o medo de falar.

Não prometo um resultado, e quem o promete não está a ser honesto. O percurso é diferente de pessoa para pessoa, e o que a avaliação me permite é perceber o que se pode esperar no caso concreto e ajustar ao longo do tempo.

As sessões duram entre 45 e 60 minutos. Faço-as em casa ou na escola, nos concelhos de Almada e Seixal, ou online. Quando faz sentido, articulo com a escola, por reunião ou por telefone, para que os professores saibam como apoiar a criança na sala de aula. A família recebe relatório escrito.

Situações próximas

Por vezes confundem-se, e por vezes aparecem juntas.

A conversa inicial é gratuita

O que acontece nesses primeiros minutos

É uma conversa ao telefone, de 15 a 20 minutos, sem custo e sem compromisso. Serve para eu ouvir o que a família tem observado e perceber se faz sentido avançar para observar a criança — e para a família perceber como é que eu trabalho.

O que fazemos

  • Conta-me o que tem observado em casa e na escola.
  • Pergunto o que precisar para perceber o caso.
  • Digo-lhe com franqueza se faz sentido avançar para observar a criança.
  • Se for, explico os passos seguintes e o que custam.

O que não é

  • Não é um rastreio.
  • Não é uma avaliação.
  • Não é um diagnóstico.
  • Não fica obrigado a nada a seguir.

Marcar conversa inicial gratuita

Preencha os seus dados e eu ligo-lhe. São 15 a 20 minutos ao telefone, sem custo e sem compromisso.

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Respondo no mesmo dia ou no dia seguinte. Se preferir, ligue para+351 963 455 408— Chamada para a rede móvel nacional.